Colunas — 04 janeiro 2012 — Por Acesso Livre
Direto ao Ponto: <i>Mulheres Ricas</i> são fúteis e a culpa é da Band?

Cafonice e exagero. Estas são duas características extremamente evidentes ao ver o reality-show Mulheres Ricas, da Band, que estreou na noite desta segunda-feira (02). Sei que você que lê o Acesso Livre já teve contato com outras críticas, então, tentarei dizer algo novo e com ideias um pouco mais claras.

Brunete Fraccaroli, Val Marchiori, Narcisa Tamborindeguy, Lydia Sayeg e Débora Rodrigues foram as socialites ricas selecionadas pela emissora do Morumbi para estrelar a nova atração da grade de 2012. A primeira é tão esticada pelo botox que chega a assustar quando a câmera faz um ‘zoom’ para mostrar melhor seu rosto. Além disso, ela é colecionadora da boneca Barbie e tem uma que leva seu nome e aparência.

Já Val, é a mais cansativa, sem a menor dúvida. Quem conseguiu suportar a voz e os vícios de linguagem da moça – como eu – merece um prêmio! O “hello” constante da socialite fica na cabeça; igual aquelas músicas (?) de Michel Teló. Segundo a Band, Val ainda vai dar muito o que falar ao longo dos 10 episódios do programa.

Narcisa mostrou toda a sua espontaneidade, que chega a incomodar, mas isto não é novidade para ninguém. A empresária e advogada é a mais conhecida das participantes e já esteve em diversos programas de televisão. Lydia Sayeg mostrou muita sinceridade ao esbravejar que “rico deve gastar” e que graças a pessoas com muito dinheiro “a economia gira e a classe média pode trabalhar”. Ninguém pode negar que ela arranjou desculpas muito boas para gastar seu imenso patrimônio.

Débora Rodrigues, ex-sem-terra, demonstrou ser a mais sensata. No primeiro episódio, pudemos ver a participante resolvendo problemas profissionais e familiares. É evidente que ela pouco se encaixa nesta vida de muitas compras e futilidades constantes. Pois foi exatamente isto que as outras quatro socialites fizeram. Passavam o dia ou boa parte dele em lojas, bebendo champagne e ostentando tudo o que o dinheiro pode comprar. Val, Brunete, Lydia e Narcisa são fúteis e não querem esconder isso. Débora ainda deixa dúvida sobre seu comportamento nos próximos episódios.

Mas, um ponto me assustou nisso tudo. As críticas produzidas pelos jornalistas especializados em TV me surpreenderam. Pelo que vi, Mulheres Ricas é bem produzido e editado. Em sua estreia, as participantes foram apresentadas com espaço equilibrado e o propósito do programa, que é mostrar com humor como as empresárias vivem, foi atingido.

No entanto, a Band foi criticada por colocar no ar uma atração com pessoas muito fúteis. Então, não hesito em perguntar: e o Big Brother Brasil? Na maioria das vezes, os confinados são sem importância e não mudam nossas vidas. Por que este tratamento especial com a Globo? Qual é a grande diferença? Não duvido que seja a emissora que produz o reality-show. Isso é muito comum na crítica televisiva.

Ou seja, as cinco empresárias são fúteis e esbanjam dinheiro e a culpa é do canal de televisão. A culpa devia ser – acredito que seja óbvio – delas mesmas. Se Val Marchiori não gosta muito de utilizar o plural, considerando que é rica, a responsabilidade é unicamente dela mesma. Creio que uma emissora de TV deve oferecer entretenimento, jornalismo, séries, desenhos, novelas e outros tipos de produção sem sofrer qualquer preconceito por ter um determinado espaço no mercado de comunicação. A liberdade de produção e de dar audiência ou não é uma escolha de cada empresa ou telespectador.

Aliás, estou errado em dizer que todos nós gostamos um pouco de futilidade?

Por Eduardo Rocha

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(29) Comentários

  1. Odiei esse programa. Péssimo mesmo. Só serve pra rir, e só
    • E você riu?
    • Eu achei o programa ótimo! Mostra a vida de quem tem grana e pode-se dar ao luxo de fazer suas vontades. Ah peloamor de Deus, deixa de ser despeitado amigo.
  2. Concordo, assisti o programa segunda feira e percebi que é um claro exagero quase uma caricatura os estilos e modelos de vida das participantes, assim como o big brother sempre define para o publico um mocinho, um vilão, um engraçadão.. a programa também definiu uma sensata, uma louca, uma durona, uma chata… e isso tudo deve-se a ótima equipe de edição… o modo com que cada uma age na sua vida, claro diz respeito a elas próprias e não a emissora, que tem apenas o trabalho de fazer um reality SHOW (é bom sempre foca rmais na palavra Show que na palavra reality, pq a realidade não é bem aquela) e tem feito muito bem …
  3. Critica direta e simples! Cada palavra expressa exatamente a minha opinião. Parabéns!
  4. Quem deve ter gostado mesmo deste programa foram os sequestradores, que ja devem ta bolando algum plano pra arrancar dinheiro desse bando de mulher querendo se aparecer na tv.
  5. Simples: ainda existe um ranço esquerdinha sem causa por aí. É um misto de inveja com “preocupações sociais”. Ora, se estão tão preocupados com o “social”, deveriam fazer outra coisa no lugar de comentar programas de televisão.
    Ou vai dizer que o povo, mesmo ganhando mal, não gasta dinheiro com besteiras?
    Cada um gasta no grau que pode. A imensa maioria da população também gasta com futilidades.
    O problema com elas é que tem demais, e então fica tudo superlativo, para o bem ou para o mal.
  6. ta de graça né, pessoal acha que vai ver o que nesse progama? cultura, intelectualismo? kkkkkkkkkkkk cada uma que eu vejo
  7. Lógico q forçado demais, é tudo combinado e editado para que os telespectadores criem esses “rótulos” para as personagens… é Tv né gente, hellouuu (kkkkk)
    Concordo totalmente com o texto!!!
  8. Assisti ao programa e gostei, pra mim foi uma comédia. Acho que a futilidade é uma característica do programa, é o que a emissora quer mostrar, e outra se deixarmos a hipocrisia de lado, vamos concordar que todos somos fúteis e se não esbanjamos é porque não podemos, se eu fosse rica daquele jeito com certeza não falaria errado, nem diria “Hello” e beberia champanhe o dia todo, mas, iria sim gastar meus milhões com futilidades, rsrsrs. E concordo com você, a emissora não tem culpa e se formos analisar o programa é bem melhor do que o BBB que pelo amor já deu também né.
    No mais adorei seu post.
  9. O bom é que eu conheço muitos pobres com o intelecto delas. Programa idiota mas me digam: Qual a diferença dessa porcaria pra novela da globo que também só tá mostrando pirua rica e fútil?
  10. o programa é suuper engraçado! Tava dando trela!! kkk
  11. Você falou TUDO! Eu odeio o BBB mas confesso que ri muito com o Mulheres Ricas xD
    As melhores partes sempre são da Val e sua habilidade nata de atuar como uma atriz de novela mexicana melodramática!
    Que mulher terrível pra fingir ¬¬ Ela e o amigo/cabeleireiro têm umas falas decoradas que saem “duras” e sem expressão nenhuma, e são essas partes que me fazem rir mais xD
  12. Na verdade esse estilo de reality é muito famoso e muuuito requisitado… A Kim Kardanshian que é noticia toda hora até nos sites de fofoca daqui é um exemplo ela e a familia tiveram a vida inteira filmada e passada na tv semanalmente.. não só ela como o Hugh hefner dono da plaryboy que teve a sua vida “intima” gravada direto por uns 4 anos com as suas 3 namoradas e até o casamento dele que não deu certo já tinha virado um reality..

    Eu acho bacana, pq na verdade todo mundo tem isso de querer saber como é a vida de uma pessoa rica, ou de uma pessoa famosa, e esse tipo de reality mata essa vontade, acho bem mais pratico que BBB que forma desconhecidos em sub-celebridades soberbas.. um bom exemplo é a Maria que todo mundo amava na epoca do BBB hoje só vejo notas falando do quanto ela é esnobe e mal educada

  13. Parabéns pelo texto, ótimo. Assisti o programa e amei! Viva a futilidade e a riqueza, abaixo a violência, a pornografia e miséria. Óbvio que é fútil, e daí? Adoraria pegar um avião, convidar as amigas e ir a Paris fazer compras na Chanel. Crítica apenas para a forma como tratam os empregados. Hellouuuu peruas, uma dama de verdade trata bem a todos. Bjs
  14. Não é só o BBB da globo que é fútil tanto quanto esse programa(?) da band. Gastança, futilidade e superficialidade sempe existiram nas novelas. Sou fã da band, mas acho que a emissora escorregou feio ao escolher fazer um programa como esse; o que me leva a perguntar um tanto idiotamente: essa coisa insossa foi idéia dos produtores da band, ou foram as protagonistas que custearam a produção e veiculação do programa, assim como fazia o pastor RR Soares? Pergunta retórica, a informação está no google, mas não me interessa nem um pouco, não gosto e pronto.
  15. O povão quer se ver na tv, uma forma de não se sentir tão inferiorizado perante a realidade da sociedade. Quem se interessa no estilo de vida dos ricassos são as pessoas em ascenção financeira. Não que o povão não deseje isso, todos querem ser ricos e “futeis” desse jeito, mas a inveja vem mascarada de um falso pudor, uma desaprovação artificial da riqueza, o famoso “desdenha mas quer comprar”. No fundo há muita inveja. Esse programa de mulheres ricas não é nem um pouco mais fútil que o big brother, fazenda, casa dos artistas e afins. Mas não se pode esbofetear a cara do povo com o estilo de vida que todos querem mas poucos podem ter, sem que haja revolta.
  16. Não assisto TV e não tenho opinião sobre este programa.

    Afinal, por quê fiz este comentário? Sei lá… um abraço.

  17. Só uma palavra descreve mais um programa que enviam goela abaixo na nossa televisão brasileira.
    RIDÍCULO, Band, passa alguma coisa que possamos aproveitar melhor a noite.
  18. Análises sobre a preferência do público e hiperespetáculo a parte, o programa cumpriu com o que prometeu: mostrou a vida das mulheres ricas, sendo elas fúteis, como Val, Narcisa e afins, ou nem tanto, como Débora.
    As pesquisas de rua com o povo dizendo que a tv deveria ter mais conteúdo cultural não podem ser levadas a série, porque, se assim fosse, a TV Cultura seria o canal mais assistido no país. Brasileiros, pelo menos a maioria, querem ver baixaria e a vida alheia pelos canais, a audiência não mente.
  19. Não é essa a questão. Ninguém está culpando a Band, mas se formos analisar, deve ter uns 20% de culpa dela nisso tudo. Essas mulheres são ridiculamente fúteis, só ligam pra si próprias e querem ter tudo na hora que querem (tudo bem, nao é pra menos, o $$$ é muito), porém, com tantos problemas acontecendo nesse mundo, pra que dar ênfase pra um grupo de socialites que nem se importam com nada alem delas mesmas? As tais, já nao respeitam ngm, pq querem acima de tudo seerem respeitadas, e a Band promove esse tipo de atitude. Elas vao pensar, “olha, tenho um programa onde EU sou a protagonista, agora ninguém me atinge.” Pra ser um rico bom tudo tem um porém. Elas contribuem com o país soh se for no rendimento líquido da Oscar Freire né? Eike Batista é riquíssimo e ele se preocupa com o futuro do nosso país. Tem muitaaaaas empresas e o cara sabe o valor do dinheiro, ele conquistou, e ele sim faz realmente parte da economia do país. Acho que quem tanto dinheiro tem, pode muito bem fazer uma boa ação, como famosos internacionais fazem, e alguns daqui também, ajudando pessoas. Agora essas daí, não sabem o valor real do dinheiro e nunca vão saber, pq sempre tem alguém que vai promovê-las a um status cada vez mais satisfatório pra elas mesmas. Elas são ignorantes e sem valores. Agora não vou ser hipócrita e falar que não gostaria de tantos luxos, mas eu pelo menos colaboraria de alguma forma para a melhora da sociedade. Uma coisa é ser rica e fútil. Outra coisa é ser rica e tentar ajudar de alguma forma quem não tem tanto. ;)
    • Ah! E em relação ao BBB, se for analisar, é futil, mas nao tanto quanto Mulheres Ricas. Lá, são pessoas que terão a oportunidade de virarem milionárias, a maioria é tão classe média quanto muitos de nós, todos trabalham, e sabem o que ocorre no mundo e o q não ocorre. Acho q nesse termo não tem como comparar. Apesar de ambos serem programas que não mudarão absolutamente nada nas nossas vidas.
  20. “No entanto, a Band foi criticada por colocar no ar uma atração com pessoas muito fúteis. Então, não hesito em perguntar: e o Big Brother Brasil? ”

    Mesma porcaria. :D

  21. Olá, concordo plenamente com o texto acima!
    Acho que os comentários de crítica a respeito do estilo de vida das concorrentes é um tipo de preconceito. Está certo que foi feito uma “CHARGE” da vida delas, focando exageros. Encarei como comédia, e aposto que todos gostariam de ter a vida que elas têm, mas como é para poucos, as criticam, afinal, felicidade alheia encomoda, correto?
    Prefiro mil vezes assistir as peruas gastando do que as pornografias e falta de linha do BBB!!!
  22. Acho que as emissoras de TV não deveriam se preocupar tanto com os índices do Ibope para que possam formar uma grade de programação com, pelo menos, algum conteúdo.
    O telespectador que não possui condições de ter TV por assinatura (a grande mauioria), por falta de opção, fica obrigado a vulnerabilidade dessas aberrações, contribuindo com sua audiência, às futilidades que lhes são impostas.
    A Band, que produz um jornalismo de excelência, amarelou colocando no ar um bando de mulheres vazias e irrelevantes que não servem de referência para coisa alguma.
  23. Putz tive uma cliente igual aque Lydia Sayeg, que mulher insuportável, age com as pessoas que trabalham com ela da forma mais mediocre possível.
  24. DEUS ME PERDOE. MAIS EU NAO SUPORTO AQUELA TAL DE VAL. NAO SABE FALAR DIREITO.
    É FEIA, PODE GASTAR COM ROUPAS MAIS CARAS DO MUNDO, COMO DIZ ELA LOIRA ALTA MAGRA.
    NEGA VOCE É FEIA.
    SEM CONTAR AQUELA VOZ DELA E AQUELE HELO.
    MEU DEUS O COMPORTAMENTO DELA?? NAO TENHO PALAVRAS.FUTIL É ELOGIO.
    VAI SE OCUPAR MAIS A OBRAS SOCIAS, CAUSAS NOBRES. FAZ ALGUMA COISA UTIL NA VIDA.
  25. Gostei do programa,quem tem dinheiro vive exatamente assim…”hello” bando de despeitados,sou rica e vivo igual ou melhor que elas.A DO-RO
  26. to nem ai nao sou rica mais sou feliz essa felicidade vai durar enquanto tiver amor carinho eisso nos somos legais

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