Divulgação/Globo
Por Eduardo Rocha
A ideia é ser um programa de debates, mas o Na Moral, nova atração de Pedro Bial, na Globo, não conseguiu mostrar isso ao público na noite da última quinta-feira (5). O assunto abordado foi a ditadura do politicamente correto e, como já era de se esperar, a produção trouxe pessoas com visões variadas e que poderiam, em algum momento, apimentar a discussão.
Porém, com apenas trinta e cinco minutos de atração deve ser bem complicado desenvolver algum tema de forma inteligente e diferente, conforme era o interesse divulgado pelo jornalista e âncora do Big Brother Brasil. O filósofo, por exemplo, que estava no palco, pouco conseguiu falar. É como se na execução, a equipe tivesse escolhido mostrar pequenas opiniões, com um pouco de humor e fim. Na Moral é superficial e não consegue provocar reflexão sobre nada.
Mas, tem dinamismo e não é tão cansativo como o Encontro com Fátima Bernardes simplesmente porque é curto. A estreia do programa ainda não aconteceu, afinal, ele não mostrou a que veio; muito menos Pedro Bial. Já no final da atração, quando o assunto esquentou e um dos convidados discordou do âncora, ele foi cortado e, quando o telespectador notou, a estreia estava acabando. A plateia só está lá para bater palmas – como praticamente em todos os outros programas de televisão.
Programa de Fátima decepciona na audiência!
O Na Moral precisa de mais tempo e calma para acontecer. O apresentador não pode encerrar a edição, por exemplo, no meio de um raciocínio de um dos convidados. Ao contrário disso, não tem discussão e perde-se a novidade e, talvez, até o telespectador.


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